A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) identificou falhas na licitação de um condomínio logístico bilionário no porto de Santos e apontou que havia razões para questionar o edital feito pela APS (Autoridade Portuária de Santos), mas decidiu não suspendê-lo porque a oferta já estava paralisada por uma liminar (decisão provisória) da Justiça Federal.
Quando essa liminar caiu, porém, a agência não tomou nenhuma atitude. O negócio, que acabou sendo fechado sem se discutir a legalidade do edital, tem previsão de gerar receitas de mais de R$ 1,06 bilhão, em um contrato com validade de 20 anos e prorrogação.
A Folha levantou detalhes de cada etapa do processo competitivo para implantação de um "condomínio logístico" no porto de Santos, um projeto que causou polêmica desde a publicação do edital e que acabaria sendo vencido por uma única proposta válida em sua concorrência, o Consórcio Portolog.
Como revelou reportagem do UOL, o Portolog é administrado pelo empresário João Pedro Camargo, cunhado do ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas, que relatou o voto revisor que restringe a competição de empresas interessadas em disputar o futuro leilão do Tecon Santos 10, vizinho ao condomínio logístico, previsto para ser a maior transação portuária da história.







