Ibovespa perdeu 1,3% na sessão, em dia de fuga de risco internacional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel da B3, a Bolsa de São Paulo — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 17:00 Tensões Globais Derrubam Ibovespa e Elevam Dólar a R$ 5,09 O mercado financeiro teve um dia amargo com a queda de 1,3% do Ibovespa, elevação dos juros futuros e o dólar avançando para R$ 5,09. O anúncio de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros intensificou a aversão ao risco global, afetando a bolsa e fortalecendo o dólar. Analistas destacam a influência das tensões políticas e econômicas, além do impacto de incertezas internacionais no cenário local. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No dia seguinte ao anúncio das tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a Bolsa fechou em queda, os juros futuros apresentaram alta e o dólar encerrou em avanço. No fim da sessão, o Ibovespa caiu 1,3%, em número preliminar, e o dólar subiu 0,4%, aos R$ 5,09. Para analistas, o dia foi marcado por diversas informações, tanto locais quanto internacionais, que promoveram um dia negativo nos mercados. O tarifaço, anunciado ontem, contribuiu: — Há uma somatória de performances negativas nos mercados. Com piora de percepção de guerra, um pouco dessa questão das tarifas sobre o Brasil e uma possível retaliação, e a questão política — avalia Daniel Balaban, broker da XP em Nova York, sobre a aproximação do período eleitoral. Renato Jerusalmi, sócio da Riza Asset, também enxerga o peso do tarifaço contribuindo com o ambiente de aversão: — Está sendo um movimento de risk off (fuga de risco) global, dólar fortalecendo, porém com mais intensidade no Brasil por conta da tarifa adicional de 25% anunciada ontem. Os juros tiveram performance mista: o vértice mais curto dos juros futuros operam em baixa, enquanto os de prazos mais longos sobem. Para Andrea Damico, economista-chefe da BuysideBrazil, o movimento reflete “dados mais favoráveis de inflação” — como a , que ensejam queda da Taxa Selic no curto prazo. Mas o movimento de alta para os prazos mais longos refletem a desconfiança da trajetória da dívida pública. — A realidade é que as últimas pesquisas continuam dando um favoritismo para o incumbente, e isso gera uma preocupação em relação a qual será a política fiscal no governo Lula 4 — afirma. O dia no exterior também foi negativo. O retorno do receio com o conflito entre Estados Unidos e Irã manteve o petróleo praticamente estável, aos US$ 84, mas o nível voltou a preocupar agentes de mercado sobre o impacto na inflação do país por conta do custo ainda elevado. Houve ainda uma pressão nas big techs, com o retorno da desconfiança sobre os resultados de companhias voltadas ao desenvolvimento da inteligência artificial. O ambiente de aversão ao risco fortaleceu o dólar em todo o mundo.