Embora uma boa parte do “tarifaço” americano já estivesse nos preços dos ativos, profissionais afirmam que a notícia ajudou a ampliar o mau humor local Sede da B3 em São Paulo — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg A maior aversão a risco nos EUA e em mercados emergentes contaminou a bolsa local nesta quinta-feira. O desempenho do Ibovespa foi afetado por uma combinação negativa de fatores. Participantes do mercado mencionaram que a pesquisa mais recente da Genial/Quaest reduziu ainda mais a expectativa em torno de uma alternância de poder, ao elevar a possibilidade de término da eleição presidencial no primeiro turno, em um momento em que os EUA oficializaram as tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. Embora uma boa parte do “tarifaço” americano já estivesse nos preços dos ativos, profissionais afirmam que a notícia ajudou a ampliar o mau humor local, diante da expectativa de manutenção da Selic alta por mais tempo e da perda de força da atividade, verificada após dados de serviço e de varejo recentes. Após oscilar entre os 173.537 pontos e os 176.011 pontos, o Ibovespa encerrou em queda de 1,24%, aos 173.825 pontos. O movimento no índice também foi intensificada pela menor liquidez no pregão. Hoje, o volume financeiro negociado pela principal referência acionária local foi de R$ 13,5 bilhões e de R$ 19,3 bilhões na B3. O menor apetite por risco também afetou em cheio as blue chips. No fim, as PN da Petrobras recuaram 1,72%, enquanto as ON da Vale perderam 2,05%. Bancos também cederam em bloco, principalmente as ON do Bradesco, que caíram 2,02%. A exceção ficou para as ON do Banco do Brasil, que subiram 1,02%. Em NY, o dia também foi negativo. O Nasdaq cedeu 1,47%, o S&P 500 perdeu 0,51%, e o Dow Jones teve baixa de 0,20%.