Queda nos juros futuros domésticos impulsiona principal índice da B3 Sede da B3, em São Paulo — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg Números abaixo do esperado para o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos promoveram um alívio na curva de Treasuries, o que teve reflexo nos juros futuros domésticos e impulsionou a bolsa local. Diante do maior apetite por risco global, os novos ataques entre EUA e Irã ficaram em segundo plano. Na máxima intradiária, o Ibovespa chegou a tocar os 177.179 pontos, mas perdeu força no começo da tarde, em virtude da forte volatilidade de blue chips. No fim do dia, o índice encerrou com ganho de 0,51%, aos 176.641 pontos, distante da mínima de 175.743 pontos. Depois de ultrapassar os US$ 87 o barril na máxima do dia, os preços de petróleo fecharam em alta, mas longe das máximas após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não irá mais aplicar a taxa de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz. A forte volatilidade nos preços de petróleo ajudou a incrementar as oscilações de ações de petroleiras. Após começar o dia em alta, os papéis da Petrobras terminaram mistos: as PN fecharam no zero a zero, enquanto as ON cederam 0,50%, o que pode indicar venda do papel por parte de investidores estrangeiros. Bancos também encerraram em direções opostas: as ON do Banco do Brasil ficaram no topo das maiores valorizações entre as blue chips, com uma alta de 1,73%; na ponta contrária, as PN do Bradesco lideraram as quedas, no valor de 0,75%. Já as ON da Vale ganharam 1,59%, em um dia de alta forte dos preços de minério de ferro em Dalian, na China. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 16,8 bilhões e de R$ 21,8 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi de ganhos. No fim, o Nasdaq subiu 0,90%; o S&P 500 avançou 0,38%; e o Dow Jones fechou estável (+0,02%).