Nova rodada de queda dos juros futuros domésticos ajuda a garantir fôlego extra à bolsa Sede da B3, em São Paulo — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg Depois de iniciar o dia em queda, o Ibovespa devolveu as perdas e passou a subir após a abertura das bolsas americanas, driblando a aversão a risco vista lá fora. A melhora ocorreu em meio a um movimento de rotação global de carteiras, com investidores reduzindo exposição às ações de tecnologia em Nova York e migrando para papéis de valor, favorecendo mercados como o Brasil. No cenário doméstico, a nova rodada de queda dos juros futuros também ajudou a garantir um fôlego extra à bolsa. Hoje, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a expectativa do mercado de cortes da Selic, o que levou a ajustes na curva futura. O desempenho do Ibovespa só não foi mais intenso devido ao recuo das ações da Vale, que limitaram os ganhos. Após oscilar entre os 168.495 pontos e os 171.720 pontos, o índice encerrou em alta de 0,52%, aos 171.259 pontos. Blue chips de bancos foram destaque de alta, especialmente as units do BTG Pactual, que ganharam 1,13%. A exceção ficou para as units do Santander, que encerram em baixa de 0,74%. A despeito de mais um dia de recuo nos preços de petróleo, as ações da Petrobras terminaram o dia em alta: as ON subiram 0,78%, ao passo que as PN avançaram 0,41%, o que pode indicar que houve compra do papel por parte de investidores estrangeiros. Já a Vale perdeu 1,89%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 16,0 bilhões e de R$ 21,3 bilhões na B3. Enquanto isso, em Wall Street, o Nasdaq cedeu 2,21%, ampliando a queda perto do fechamento; o S&P 500 recuou 1,44%; e o Dow Jones fechou praticamente estável (-0,09%).