Decisão do governo dos EUA de impor sanções a dois cidadãos brasileiros e a três empresas por supostas ligações com o PCC pesa sobre os ativos locais, assim como o novo aumento dos prêmios de risco em virtude do cenário eleitoral Painel de cotações na sede da B3. em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg A instabilidade tomou conta dos negócios na bolsa local nesta quarta-feira. Depois de ceder mais de 1% e perder os 170 mil pontos após a abertura dos negócios nesta quarta-feira, o Ibovespa devolveu uma parte das perdas durante a manhã após alguns sinais considerados mais “dovish” (menos inclinados ao aperto monetário) do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, em evento hoje. Durante a tarde, no entanto, a decisão do governo dos EUA de impor sanções a dois cidadãos brasileiros e a três empresas por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) pesou sobre os ativos locais, assim como o novo aumento dos prêmios de risco em virtude do cenário eleitoral. A reação às notícias, porém, foi bem mais contida na bolsa local na comparação com o mercado de juros e de câmbio. Segundo participantes, a explicação para isso pode ter sido que o dia foi de menor liquidez no mercado acionário doméstico. Com isso, após oscilar entre os 169.666 pontos e os 172.098 pontos, o Ibovespa encerrou em queda de 0,20%, aos 171.689 pontos. O desempenho misto de blue chips pode ter ajudado a limitar as perdas do índice. No fim, as ON da Petrobras cederam 0,50%, ao passo que as PN fecharam estáveis (+0,08%), o que pode indicar que houve venda do papel por parte de estrangeiros. Já as ON da Vale subiram 0,12%. Bancos também encerraram em direções opostas: as ON do Banco do Brasil recuaram 0,90%, liderando as perdas, enquanto as PN do Itaú ganharam 0,65%, no topo das maiores altas. Hoje, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 15,4 bilhões e de R$ 21,5 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também terminou no negativo: o Nasdaq cedeu 0,66%, o S&P 500 recuou 0,22%, e o Dow Jones encerrou estável (-0,03%).