"A Odisseia", poema épico atribuído a Homero, conta a história do guerreiro grego Odisseu (Ulisses, na tradição romana), que tenta voltar ao reino de Ítaca depois de anos lutando na Guerra de Troia.

Mas sua perigosa viagem de volta dura uma década e é marcada por provas exaustivas e inúmeros perigos. "A Odisseia" chega aos cinemas neste mês em uma adaptação dirigida por Christopher Nolan (de "Interestelar" e "Oppenheimer"), com Matt Damon no papel principal, entre outros atores. No Brasil, o filme estreia nesta quinta-feira (16).

Embora o protagonista seja um homem, "A Odisseia" é uma história em que as mulheres ocupam papel central. A tentativa de voltar para casa e recuperar o reino depende das estratégias, dos conselhos e das seduções das deusas, ninfas e mortais que encontra pelo caminho.

Mais do que uma história de heroísmo, "A Odisseia" fala de sexo, estratégia e poder, temas que continuam atuais.

O poema começa "in medias res" ("no meio dos acontecimentos"), com Odisseu chorando na ilha de Ogígia, onde vive há sete anos ao lado da ninfa Calipso. Depois de se destacar nos campos de batalha de Troia, ele aparece derrotado e incapaz de seguir viagem, impressão reforçada pelo fato de que é preciso uma assembleia dos deuses para garantir a sua libertação da ilha.