VÁRIOS AUTORES (nomes ao final do texto)

Os partidos e as principais correntes políticas do país encontram-se em estado de fragmentação e paralisia diante da segurança pública. Prevalece o conforto que a polarização permite, o de falar apenas para quem já é crente das mesmas vontades de seus líderes.

Para tentar responder à angústia que cerca o tema, a organização da sociedade civil Comunitas reuniu um grupo heterogêneo de especialistas e operadores do sistema de justiça criminal com o objetivo de construir e propor uma agenda de resultados para a segurança pública.

A proposta era extrair o máximo do arcabouço institucional que o país tem hoje, com todas as suas limitações reais e cotidianas, ao mesmo tempo em que procura avançar com inovações institucionais possíveis sob o arranjo constitucional democrático do país.

A criminalidade que existe hoje no Brasil organiza-se em rede, é transnacional, opera no âmago do sistema financeiro, tem acesso a tecnologias de ponta e se infiltra em mercados legais e em estruturas estatais. Nesse processo de expansão, o crime organizado encontra um Estado cuja arquitetura institucional foi desenhada para enfrentar uma realidade criminal que já não existe.