Com "A Odisseia", a notícia principal é que, finalmente, Hollywood admitiu que já existiu no mundo alguma mitologia antes dos super-heróis da Marvel e da DC e, por uma vez, tirou o Batman de cena para investir num herói adulto.

A segunda é que os planos iniciais anunciam um filme de enorme beleza: uma praia, o mar, um soldado solitário e, enterrado na areia, um enorme cavalo. O de Troia, o fabuloso truque que definiu uma guerra que começou pelo rapto —ou nem tanto— de uma mulher, Helena, papel de Lupita Nyong’o.

Logo depois, entram os diálogos e o que uma adaptação dessas sugere de mais perigoso —a postura empolada e o melodrama barato. Mas isso logo passa, o que é muito bom.

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Entramos então em Odisseu, ou Ulisses, papel de Matt Damon, aprisionado durante um naufrágio pelas artes de Calipso —Charlize Theron—, que, depois de salvá-lo de um naufrágio, mantém Odisseu prisioneiro em sua ilha por longos anos. Ao fim dos quais tudo que deseja ardentemente é voltar para Ítaca.