Carta teve 7,9 milhões de impressões em 24 horas enquanto vídeo alcançou 18,9 milhões em intervalo semelhante A repercussão nas redes sociais da carta aberta do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no sábado (11), foi menor do que a do vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no fim de junho, no qual ela fez críticas ao enteado, segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados. Entre 12h do sábado e 12h de domingo (12), a repercussão da carta no X alcançou 7,9 milhões de impressões — métrica que indica o número de vezes em que as publicações foram exibidas aos usuários. Já o engajamento da carta, que considera as interações dos usuários com as publicações, como curtidas, compartilhamentos e comentários, somou 1,6 milhão de interações nas plataformas X, Facebook e Instagram. Já a repercussão do vídeo de Michelle nas plataformas sociais entre os dias 24 de junho, quando o vídeo foi divulgado, e 25, em intervalo semelhante de horas e com metodologia amostral próxima, registrou mais que o dobro do alcance no X (18,9 milhões de impressões, volume 240% superior) e do engajamento nas plataformas (3,9 milhões de interações, o que corresponde a uma quantidade 132% maior). O levantamento da carta de Flávio foi elaborado a partir de uma análise amostral de 62 mil menções em português feitas por cerca de 21 mil usuários únicos no X e de outras 2 mil menções em português no Facebook e no Instagram, todas registradas no mesmo período. Nesse sentido, a análise foi realizada antes da decisão de ontem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relacionada à divulgação da carta. A publicação do documento nas redes sociais de Flávio levou Moraes a determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador ao pai. O ministro entendeu que houve descumprimento da proibição imposta em março, quando decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e vedou o uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. Na carta, Bolsonaro apresentou Flávio como seu "porta-voz" e fez um apelo por união em torno da candidatura do filho à Presidência. Após a decisão, Flávio classificou a suspensão das visitas como "desproporcional" e "desarrazoada" e acusou Moraes de interferir no processo eleitoral. O vídeo de Michelle que superou a repercussão da carta foi divulgado pela ex-primeira-dama após um desentendimento com Flávio e outros políticos em torno da estratégia eleitoral do PL no Ceará. A ex-primeira-dama classificou como uma "punhalada" e uma "humilhação" a postura do enteado, afirmando que ele a desrespeitou durante uma ligação telefônica depois que ela criticou uma possível aliança com Ciro Gomes (PSDB) no primeiro turno das eleições no Estado. Segundo Michelle, Flávio disse que seria melhor que ela ficasse "fora das decisões do partido" e que ela "não entendia nada de política". No dia seguinte à divulgação do vídeo, Flávio afirmou ter sido surpreendido pelas declarações da ex-primeira-dama e que "em nenhum momento" a ofendeu ou teve intenção de ofendê-la. Após o episódio, Michelle decidiu deixar a presidência do PL Mulher e colocou em dúvida sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Vídeo da ex-primeira dama contra enteado fez mais sucesso nas redes sociais do que carta do marido — Foto: Divulgação/PL Mulher
Vídeo de Michelle teve repercussão maior nas redes sociais que carta de Bolsonaro, aponta Nexus
Carta teve 7,9 milhões de impressões em 24 horas enquanto vídeo alcançou 18,9 milhões em intervalo semelhante














