Relatório aponta que publicação da ex-primeira-dama concentrou 76% das menções aos dois episódios e teve quase sete vezes mais engajamento do que a crise envolvendo o senador petista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jaques Wagner — Foto: Yasuyoshi Chiba RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 19:53 Crítica de Michelle Bolsonaro a Flávio domina redes sociais e ofusca crise política no Senado O vídeo de Michelle Bolsonaro criticando Flávio Bolsonaro dominou as redes sociais, superando o impacto do afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado. Segundo o Instituto Democracia em Xeque, a publicação da ex-primeira-dama concentrou 76% das menções, com 1,4 milhão de interações, ofuscando a crise envolvendo Wagner. A direita foi a audiência predominante, enquanto a esquerda focou nas divergências dentro do bolsonarismo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) contra o enteado e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, mudou o rumo do debate nas redes sociais e ofuscou a repercussão do afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Democracia em Xeque (DX), a publicação concentrou 76% de todas as menções aos dois temas entre a noite de quarta-feira e a manhã da última quinta, reduzindo o espaço destinado à Operação Compliance Zero e às consequências políticas para o governo Lula. O monitoramento do instituto mostra que, entre 0h de quarta-feira e 10h de quinta, Michelle Bolsonaro acumulou 91.613 menções nas redes sociais, contra 29.319 de Jaques Wagner. A diferença foi ainda maior no engajamento: os conteúdos sobre a ex-primeira-dama somaram cerca de 1,4 milhão de interações, quase sete vezes mais do que as aproximadamente 214 mil registradas pelas publicações sobre o senador petista. A mudança ocorreu em poucas horas: até o fim da tarde de quarta-feira, Jaques Wagner liderava o volume de citações impulsionado pela repercussão de sua saída da liderança do governo após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Às 18h, porém, as menções a Michelle começaram a disparar após a divulgação do vídeo. O pico foi registrado às 21h, quando a ex-primeira-dama alcançou 14.684 citações em apenas uma hora — mais de seis vezes o maior volume horário obtido por Wagner. Os dois episódios, de acordo com o relatório, provocaram desgaste para seus respectivos campos políticos. Enquanto a crise de Jaques Wagner se dividiu em três frentes — a investigação da Operação Compliance Zero, as suspeitas de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master e o impacto político de sua saída da liderança do governo —, o episódio envolvendo Michelle concentrou praticamente toda a discussão em um único eixo, relacionado ao conflito com Flávio Bolsonaro e às divergências sobre a estratégia eleitoral do PL no Ceará. O recebimento em cada grupo O estudo também aponta diferenças na forma como cada grupo político reagiu aos acontecimentos. A direita foi maioria da audiência em todos os quatro eixos monitorados, chegando a 61% no debate sobre Michelle Bolsonaro. Já a esquerda concentrou sua maior atenção justamente no conflito dentro da família Bolsonaro, destinando 38% de suas publicações ao tema. Na análise qualitativa das narrativas, o instituto conclui que, entre os apoiadores da direita, o vídeo abriu uma disputa sobre os impactos da crise na candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e sobre a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Já entre perfis ligados à esquerda, o episódio foi explorado como evidência de uma divisão interna no bolsonarismo, enquanto a repercussão sobre Jaques Wagner ficou concentrada na defesa do afastamento da liderança como forma de preservar o governo e permitir o avanço das investigações. *Estagiário sob supervisão de Daniela Dariano
Nas redes sociais, vídeo de Michelle contra Flávio ofuscou afastamento de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado
Relatório aponta que publicação da ex-primeira-dama concentrou 76% das menções aos dois episódios e teve quase sete vezes mais engajamento do que a crise envolvendo o senador petista











