Publicações criticam aliadas da ex-primeira-dama e a associam a nomes da direita afastados do núcleo de Flávio, como Nikolas Ferreira, Tarcísio de Freitas e Rodrigo Constantino 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro — Foto: Beto Barata RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 21:38 Michelle Bolsonaro enfrenta ataques nas redes em meio a crise com Flávio Levantamento da consultoria Bites, divulgado pelo GLOBO, revela uma onda de ataques nas redes sociais contra Michelle Bolsonaro e suas aliadas, em meio à crise com Flávio Bolsonaro. Desde junho, um terço das 300 mil menções à ex-primeira-dama são críticas, associando-a a figuras afastadas do núcleo de Flávio, como Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas. Os ataques intensificaram-se após sua saída da presidência do PL Mulher. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A escalada da crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro provocou uma frente de ataques ao grupo da ex-primeira-dama no campo da direita. É o que mostra levantamento da consultoria Bites obtido com exclusividade pelo GLOBO. Os dados mostram que, desde 27 de junho, três dias após Michelle publicar vídeos em que acusa o enteado de tê-la maltratado, um terço das 300 mil menções nas redes à mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro trazia críticas a ela. Nos últimos cinco dias, 103 mil posts associavam Michelle a nomes afastados do núcleo de Flávio, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o influenciador Rodrigo Constantino, ou simplesmente a atacavam. Entre as expressões mais utilizadas nas críticas à ex-primeira-dama estão os termos Michelle Firmo, seu nome de solteira, e “Dona Michelle”, com ironia. Nos ataques, ela também é chamada de “traidora” e de “feminista”. O tom crítico também foi utilizado contra aliadas da ex-primeira-dama, como as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS), e a governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP). O levantamento mostra que, em um primeiro momento, após a divulgação de vídeos de Michelle com críticas a Flávio, a acusação de traição não conseguiu emplacar nas redes sociais. Com a repercussão da fala da ex-presidente do PL Mulher entre a esquerda e independentes, a tese bolsonarista ficou escanteada, e nomes da direita como o senador Cleitinho (Republicanos-MG) chegaram a defender a ex-primeira-dama. As críticas do bolsonarismo à mulher de Jair Bolsonaro ganharam força no fim de semana e se ampliaram nos últimos dias, com a saída de Michelle da presidência do PL Mulher. Entre os nomes que optaram por atacá-la ou defender Flávio estão o blogueiro Allan dos Santos, o influenciador Paulo Figueiredo e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF). — Os dados mostram que a direita se sente autorizada a atacar Michelle. As publicações do campo bolsonarista trazem, sobretudo, críticas à ex-primeira-dama e a aliadas, que acabam se prejudicando no segmento — afirma André Eler, diretor técnico da Bites.
Com acusações de 'traidora' e 'feminista', bolsonarismo faz frente de ataques a Michelle nas redes, mostra levantamento
Publicações criticam aliadas da ex-primeira-dama e a associam a nomes da direita afastados do núcleo de Flávio, como Nikolas Ferreira, Tarcísio de Freitas e Rodrigo Constantino






