PUBLICIDADE Na direita não bolsonarista, 54% classificam o caso como um erro da ex-primeira-dama; entre bolsonaristas, apenas um quinto concorda com divulgação da briga familiar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o enteado e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Beto Barata/PL e Cristiano Mariz/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 06:33 Michelle Bolsonaro conquista apoio por crítica a Flávio, aponta pesquisa A pesquisa Genial/Quaest revela que 45% dos eleitores apoiam Michelle Bolsonaro por criticar Flávio Bolsonaro em vídeo, enquanto 38% desaprovam. Apesar do impacto político, 51% desconheciam o vídeo. O estudo destaca que 42% tendem a concordar com Michelle no desentendimento familiar. A pesquisa, que ouviu 2.004 pessoas, aponta preocupações na campanha de Flávio, especialmente em apoios feminino e evangélico. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que, para 45% do eleitorado, Michelle Bolsonaro (PL) acertou ao divulgar o vídeo em que acusa o enteado Flávio Bolsonaro (PL) de tê-la maltratado e desrespeitado sua visão sobre alianças políticas. Outros 38% apontaram que a ex-primeira-dama errou ao expor o pré-candidato do PL à Presidência, e 17% não souberam ou não responderam. Além disso, 42% afirmaram aos entrevistadores que, pelo que sabe do desentendimento familiar, tende a concordar mais com Michelle, enquanto 18% se colocaram ao lado de Flávio. Outros 3% disseram concordar "com os dois em parte", e 22% discordou de ambos — 15% não souberam/não responderam. A segmentação por posicionamento político evidencia, porém, que a atitude de Michelle não foi bem vista pela direita. Seis em cada dez bolsonaristas (64%) avalia que Michelle errou e só um quinto (20%) diz que ela acertou ao expor o enteado. Na direita não bolsonarista, 54% classificaram o caso como um erro da ex-primeira-dama e 35%, como um acerto dela. Já no eleitorado independente, o vídeo foi um acerto para 39% e um erro para 36%. O levantamento é a sétima pesquisa do ano da Quaest para as eleições de outubro — e a primeira da empresa após o vídeo-bomba de Michelle ir ao ar, o que acendeu o alerta na pré-campanha do senador sobre possíveis impactos nos apoios feminino e evangélico, nos quais Michelle é das figuras políticas mais influentes do país. Para mais da metade (58%), as declarações de Michelle no vídeo são, em algum grau, verdadeiras: 31% disseram que as alegações da ex-primeira-dama sobre o senador são "totalmente verdadeiras" e 27%, "parcialmente". Outros 16% afirmaram crer que as declarações são "totalmente falsas", e 26% não souberam ou não responder. Apesar da repercussão política, 51% dos entrevistados disseram que não souberam do vídeo do Michelle (49% souberam). Uma parcela ainda maior, equivalente a dois terços dos brasileiros (67%), não souberam do vídeo em que Flávio pede desculpas à madrasta — 33% apontaram ter ciência da resposta do senador. As imagens vieram ao ar em 24 de junho, durante o jogo da seleção brasileira contra a Escócia na Copa do Mundo 2026. Por que Michelle divulgou o vídeo? A Quaest também perguntou o que poderia estar por trás da decisão de Michelle de expor publicamente Flávio. Um terço dos entrevistados (34%) considerou que a ex-primeira-dama se moveu por "desejo de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio", enquanto 25% apontaram que ela quis "se opor a alianças políticas com as quais não concorda". O estopim da crise foi o Ceará, onde o PL já negociava uma aliança com o pré-candidato ao governo Ciro Gomes (PSDB), alvo de críticas de Michelle por declarações passadas sobre o marido, Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o acordo envolvia a indicação de Alcides Fernandes (PL) para a corrida ao Senado pelo estado, na vaga em que Michelle tentava emplacar a deputada Priscila Costa (PL), sua vice no comando do PL Mulher. À Quaest, 47% dos entrevistados afirmaram que a participação de Michelle na campanha de Flávio não aumenta as chances de vitória de Flávio. Mas 38% disseram que o engajamento dela aumenta, sim, as chances do enteado no pleito. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026,. O Genial/Quaest fez entrevistas com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, de 10 a 13 de julho, pelo país. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%.
Genial/Quaest: 45% acreditam que Michelle acertou com vídeo contra Flávio; direita rejeita atitude
Na direita não bolsonarista, 54% classificam o caso como um erro da ex-primeira-dama; entre bolsonaristas, apenas um quinto concorda com divulgação da briga familiar









