Divulgado dias depois da crise com Michelle Bolsonaro, manuscrito é usado pelo senador para cobrar unidade e rebater quem estaria 'boicotando' sua pré-candidatura 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro participa de evento da CNI, em Brasília — Foto: Cristiano Mariz RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/07/2026 - 17:25 Flávio Bolsonaro lê carta de Jair e pede união para 2026 Após crise com Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro lê carta de Jair Bolsonaro, destacando unidade e cobrando apoio à sua pré-candidatura à presidência. Sem mencionar Michelle, o documento visa fortalecer o bolsonarismo e combater boicotes internos. Flávio também critica tarifas estrangeiras atribuídas à gestão de Lula, buscando reafirmar seu papel político em meio a tensões internas no Partido Liberal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, leu neste sábado uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante um pronunciamento transmitido em seu canal no YouTube. Veja abaixo a íntegra do texto. "Carta aos brasileiros: Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas e deixar de lado possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e empobrecimento. Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e prosperidade. Um afetuoso abraço a todos na certeza de que, juntos, tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade". Carta de Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução Transmissão ao vivo Após a leitura, Flávio deixou claro que o alvo da mensagem não é o adversário, mas o próprio bolsonarismo. Segundo ele, a carta serve para encerrar especulações e barrar movimentações paralelas à sua pré-candidatura: — Fica-se muita especulação acontecendo, muitas pessoas que parecem que estão boicotando até a candidatura, esperando o momento certo para vestir a camisa do Bolsonaro e ir para a rua para resgatar o Brasil. O que ele está dizendo aqui é muito simples. Primeiro, agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo além, em paralelo à nossa pré-campanha. O senador também tratou a carta como um ultimato aos aliados hesitantes: — Chegou a hora agora de todo mundo cair dentro, todo mundo vestir a camisa. O gesto ocorre em meio às articulações da campanha presidencial de Flávio e reforça a participação do ex-presidente, que segue como principal cabo eleitoral do PL para a disputa de 2026. A leitura da carta também acontece poucos dias depois de o senador tentar reduzir o desgaste provocado pela crise pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O episódio levou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a defender uma reconciliação entre os dois antes da convenção nacional da legenda, marcada para o próximo dia 25. Segundo ele, o partido precisa chegar unido ao início da campanha. Ofensiva contra Lula Flávio também dedicou parte do tempo a responsabilizar o presidente Lula pelas tarifas impostas por parceiros comerciais ao Brasil, apelidando o PT de "partido das tarifas". — Chegou a hora da gente encarar de frente o partido das tarifas, que é o Lula, que é o PT. E não tem jeito: ou a gente ganha, ou o Brasil acaba — afirmou. — É uma culpa do Lula. Eu sei que a culpa é dele, mas ele não pode botar em quem ele quiser. A culpa é dele, ele que abrace esse problema. Eu fui lá tentar usar a força política para evitar que essa tarifa por parte do governo americano acontecesse. Não sei se vou ter êxito, mas fico com a consciência tranquila sabendo que eu fiz a minha parte.