PUBLICIDADE Valdemar e Eduardo Cunha foram alvos de investigações da PF por indicações mesmo sem possuírem mandato 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) — Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 22:13 Câmara discute reação a bloqueio de bens de Costa Neto e Cunha pelo STF O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve se reunir com líderes partidários para discutir a reação às decisões do ministro Flávio Dino, que bloquearam bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, alvos de investigações da PF por manipulação de emendas sem mandato. Deputados criticam a tentativa de criminalizar a política e defendem uma resposta institucional cuidadosa para evitar confronto com o STF. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir com um grupo de líderes partidários nesta terça-feira para discutir reações às decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que miraram o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (Republicanos-MG), segundo dois interlocutores de Motta. Valdemar e Cunha foram alvos de investigações da Polícia Federal por indicações de emendas parlamentares mesmo sem possuir mandato. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios na distribuição de emendas do chamado orçamento secreto. As decisões geraram contrariedade entre deputados, que afirmam que isso é uma tentativa de criminalizar a política e as emendas. O próprio Motta manifestou seu inconformismo com a operação, dizendo que a investigação se baseia apenas em ilações. "A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política. Torna-se inaceitável, tendo em vista que a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional", disse Motta em nota divulgada no sábado. Um aliado do presidente da Câmara diz que é preciso dar uma resposta institucional ao caso, mas defende que não haja nenhum grande enfrentamento ao Supremo por ora. A avaliação é que as investigações deverão atingir outros parlamentares nas próximas fases. Esse parlamentar diz que há um equívoco na interpretação de Dino e que não há problema no direcionamento de emendas para aliados, visto que os mandatos dos deputados e senadores são dos partidos políticos. Por essa lógica, por conta da formação das chapas, não haveria irregularidades no envio de emendas para ajudar redutos de aliados, uma vez que isso fortaleceria o partido todo. Outro político próximo a Motta defende que o parlamentar busque uma reunião institucional com o próprio ministro para tratar do caso. Um líder afirma, sob reserva, que é preciso destacar que há uma tentativa do Supremo em criminalizar a política e as emendas parlamentares. Ele diz que esse deve ser o tom adotado pelo conjunto de lideranças. Paralelamente a isso, a Mesa Diretora da Câmara está juntando as informações solicitadas por Dino para prestar esclarecimentos. Uma pessoa que acompanha as conversas diz que o material está sendo levantado a pedido de Motta. Já outro grupo de deputados defende que é preciso uma resposta contundente ao Supremo, diante da avaliação que a corte está esvaziando as prerrogativas da Casa. Esses deputados dizem ainda que o Supremo atua para atacar adversários políticos de Lula, ainda mais às vésperas das eleições, e que Motta pode sair enfraquecido internamente na Câmara se não se posicionar. Essa posição de enfrentamento, no entanto, esbarra no Senado, dizem deputados. Um nome do centrão afirma que mesmo que a Casa avance com alguma medida mais dura contra o Supremo, em resposta à decisão de Dino, dificilmente isso avançaria no Senado, já que a cúpula da Casa alta mantém relação próxima com ministros da Corte. Uma resposta dura deve ter respaldo do Congresso, diz esse parlamentar. Além disso, afirmam que com a proximidade do recesso parlamentar (que começa oficialmente no sábado) e do período eleitoral, a tendência é que não ocorra um tensionamento com o STF neste momento. Decisões de Dino A decisão do ministro Flávio Dino, divulgada na sexta-feira, determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente do PL. Ele é suspeito, segundo o despacho do ministro, de ser o autor real das indicações e beneficiário político de 21 repasses, mesmo sem ter um mandato parlamentar. Também por decisão de Dino, divulgada neste domingo, Eduardo Cunha teve até R$ 6 milhões em bens bloqueados. O ministro do STF citou apurações da PF para considerar que há indícios de que o ex-parlamentar negociou emendas mesmo sem mandato eletivo desde 2016. As conversas usadas para embasar as duas decisões foram extraídas do celular de Mariângela Fialek, a Tuca, servidora da Câmara apontada como operadora do esquema de manipulação de emendas parlamentares.
Motta deve conversar com líderes da Câmara sobre reação após nova decisão de Dino sobre emendas
Valdemar e Eduardo Cunha foram alvos de investigações da PF por indicações mesmo sem possuírem mandato












