O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou o bloqueio de 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

A decisão se dá no âmbito da Operação Transparência, que investiga uma possível ingerência ilícita de Cunha no direcionamento de verbas públicas, mesmo sem exercer cargo parlamentar desde 2016. Cunha teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de mentir à CPI da Petrobras quando negou ser titular de contas no exterior.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Cunha atuava como ‘vetor relevante’ na definição e remanejamento de emendas parlamentares. As investigações apontam que ele contava com o apoio da servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, para as destinações ilícitas.

Ao menos 29 emendas parlamentares teriam tido a destinação coordenada por Cunha, totalizando um valor de 6 milhões em recursos públicos desviados. Mensagens obtidas ao longo das investigações apontam que Cunha se referia a uma ‘cota informal de valores’ direcionada ao estado de Minas Gerais, estado onde Cunha pretende disputar uma vaga ao Senado este ano. Só deputados e senadores em exercício, no entanto, podem indicar emendas parlamentares.