A decisão é de 6 de julho e foi divulgada neste domingo (12). O g1 entrou em contato com o ex-deputado e não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. Cunha ganhou protagonismo na política nacional entre fevereiro de 2015 e meados de 2016, quando foi presidente da Câmara dos Deputados e aceitou a abertura do processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Um trecho da decisão de Dino afirma que o ex-deputado revelou contar com uma "cota informal de valores" que era direcionada ao estado de Minas Gerais. No entanto, só deputados e senadores em exercício podem indicar emendas parlamentares (leia mais abaixo). Ele atuou na Câmara por quatro mandatos, de 2003 a 2016, pelo Rio de Janeiro, seu estado natal. Cunha teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de mentir à CPI da Petrobras quando negou ser titular de contas no exterior. O ex-deputado também chegou a ficar inelegível após a cassação na Câmara, mas a Justiça suspendeu a resolução por entender que houve vícios no processo — segundo Cunha, os dados obtidos para basear a acusação de que ele tinha contas ocultas no exterior foram obtidos ilegalmente. Cunha voltou a tentar uma vaga na Câmara nas eleições de 2022 por São Paulo, mas não se elegeu. Ele recebeu 5.044 votos naquela ocasião. Eduardo Cunha em foto de arquivo — Foto: Eraldo Peres/AP Entenda a investigação A indicação de emendas é uma atribuição de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Cunha usou os serviços da servidora Mariângela Fialek, a Tuca, para direcionar "recursos conforme seus interesses". A decisão do ministro Flávio Dino afirma ainda que, "das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação." Dino destacou, no entanto, que o político nunca teve vinculação política com o estado de Minas. "Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução." Flávio concedeu uma entrevista à rádio 89 Maravilha, ligada a Cunha, e falou sobre carga tributária, empreendedorismo e programas sociais. Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte em 2 de junho de 2026 — Foto: Reprodução/Instagram
Investigado por desvio de emendas, Cunha planeja candidatura em MG | G1
Ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal por suspeita de desvios de emendas parlamentares.











