O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) destinou emendas parlamentares a 29 municípios de Minas Gerais, segundo investigação da PF (Polícia Federal). As verbas foram em nome da liderança do Republicanos na Câmara, mas apenas três municípios governados pelo partido foram contemplados.

O ex-parlamentar afirmou à Folha que o critério para distribuição não foi o partido que administra a cidade, mas o pedido de políticos locais –como vereadores e pré-candidatos a deputado–, e que precisou substituir algumas cidades por divergências entre o prefeito e o seu aliado que pediu a verba.

"Onde deu problema, por exemplo, a prefeita era de oposição a quem estava fazendo o contato e não queria repassar o dinheiro, aí se tirou de lá. Porque era para um hospital, a prefeitura tinha que repassar o dinheiro. Cada um tem uma situação", disse. "Não é questão de ser cidade que o Republicanos administra."

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou na segunda-feira (6) o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens de Cunha, mesmo valor que a PF afirma terem sido repassados por ele a prefeituras por meio de emendas parlamentares de comissão, mesmo sem ele ter um mandato eletivo no Congresso Nacional.