Investigadores da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e crimes financeiros pediram ao Ministério da Saúde os processos de contratação da Star Pharma, uma distribuidora de medicamentos mencionada em inquérito da operação Carbono Oculto com ligações à rede de negócios dos investigados conhecidos como Beto Louco e Primo.
O ministério entregou o material em maio à equipe da Delecor (Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros) da Superintendência da PF no Distrito Federal. A análise está sob sigilo.
Os investigadores tiveram acesso aos processos digitais que reúnem os documentos das licitações vencidas pela Star Pharma, além dos trâmites relacionados às entregas de medicamentos e outros produtos da empresa.
São seis contratos assinados entre abril de 2024 e maio de 2026, somando cerca de R$ 220 milhões, para entrega de insulina e preservativos ao SUS.
Procurada, a Polícia Federal não afirmou se existe um inquérito aberto ou quais são as suspeitas envolvendo a empresa. Disse apenas que "não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento".








