Uma empresária que assinou contratos de R$ 185 milhões com o Ministério da Saúde em 2024 e 2025, por meio da distribuidora de medicamentos Star Pharma, mantinha relação direta e integrava a cúpula de empresas que são alvo de investigação sobre a inserção do crime organizado no setor de combustíveis.

O Ministério Público de São Paulo afirma, em documento obtido pela Folha, que Andrea Cristina Alves Borges era "laranja" à frente de empresas do grupo liderado por Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Mourad, o Primo.

Andrea exerceu "funções de gerência" em uma rede de postos, segundo a investigação.

A Promotoria ainda localizou uma mensagem em que ela narra o plano de concentrar as transações de 56 empresas do grupo na conta de um único posto.

O movimento se deu após a primeira fase da operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, e serviu para evitar a "ruptura do fluxo de caixa" e ocultar as transações da rede de postos, diz ainda a Promotoria. A investigação mira ainda negócios do PCC (Primeiro Comando da Capital) na economia formal.