Qual é o maior risco para o seu patrimônio? Muitos responderiam que é uma forte queda da Bolsa, uma disparada do dólar ou da inflação. Afinal, são esses os assuntos que dominam as manchetes e ocupam boa parte das conversas sobre investimentos. Mas, para a maioria das pessoas, a resposta é outra.
Todo risco deve ser avaliado por duas dimensões: sua probabilidade de ocorrer e o impacto que causa quando acontece, ou seja, a severidade. Um evento pouco provável pode merecer muita atenção se tiver potencial para destruir seu patrimônio.
Da mesma forma, um evento frequente pode não ser tão preocupante se seu impacto for limitado. O problema é que costumamos dedicar mais atenção ao risco mais comentado, não ao risco mais perigoso.
Antes de tudo, vale ampliar o conceito de patrimônio. Ele não é formado apenas por investimentos financeiros e imóveis. Seu maior patrimônio provavelmente é sua capacidade de gerar renda no futuro, o chamado capital humano. É ela que permitirá acumular patrimônio, pagar as despesas da família e realizar objetivos ao longo da vida.
Por isso, o maior risco patrimonial costuma ser perder essa capacidade. Uma doença incapacitante, uma invalidez, um longo período de desemprego ou até a obsolescência da profissão podem interromper justamente a fonte que financia todos os demais ativos.









