O conflito no Oriente Médio, que parecia estar chegando a um acordo de paz, voltou às manchetes. E bastou a escalada para muitos investidores fazerem a mesma pergunta: devo mudar minha carteira? A dúvida é compreensível. Guerras aumentam a incerteza, afetam mercados, alteram expectativas para inflação, juros, crescimento econômico e lucros das empresas.

Mas vale observar uma curiosidade. Essa pergunta nunca aparece apenas nas guerras. Ela reaparece sempre que surge um grande evento.

Foi assim na crise financeira de 2008. Na pandemia. Na disparada da inflação. Na alta dos juros. Nas eleições. Agora, novamente, com a retomada do conflito no Oriente Médio.

O evento muda. A dúvida permanece. Isso ocorre porque o verdadeiro problema não é o evento, mas como a maioria das pessoas investe.

Repare no que acontece. Surge uma notícia importante e, quase imediatamente, começamos a olhar para a carteira com desconfiança. Não porque saibamos exatamente como aquele evento afetará cada empresa ou cada ativo, ou por quanto tempo ele vai durar, mas porque, no fundo, nunca tivemos muita convicção sobre as escolhas que fizemos anteriormente.