Oito dos 16 policiais denunciados por ocorrências nas operações Escudo e Verão —as mais letais na história da Polícia Militar paulista desde o massacre do Carandiru, de 1992— já foram absolvidos sumariamente por decisões da Justiça de São Paulo, ao menos em primeira instância.
Policiais absolvidos já são maioria entre aqueles que se tornaram réus por homicídio doloso (quando há intenção de matar). Quatro das sete denúncias desse tipo foram rejeitadas sem que os PMs fossem levados a júri, e uma quinta foi reclassificada para homicídio culposo (quando não há intenção) —nesse caso, também não haverá julgamento por tribunal do júri, e sim por um juiz.
As operações Escudo e Verão ocorreram em 2023 e 2024 na Baixada Santista, no litoral paulista, sob contextos semelhantes: foram desencadeadas após assassinatos de PMs, entre os quais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, tropa de elite da corporação), em Guarujá e Santos.
Somadas, as duas operações deixaram um saldo oficial de 84 pessoas mortas por policiais. Dessas, 9,5% resultaram em denúncias. As demais tiveram investigações arquivadas, pois promotores não viram indícios de crime na conduta dos policiais, informou o Ministério Público de São Paulo no ano passado.







