Jurados reconheceram os policiais militares Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima como os autores dos disparos que mataram Igor Oliveira de Moraes Santos, 24, em uma casa em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, em julho do ano passado. No entanto, na sequência votaram pela absolvição dos agentes da acusação de homicídio qualificado.
O julgamento foi encerrado na noite desta quinta-feira (30) após ter transcorrido desde a terça-feira (28) no Fórum da Barra Funda, na zona oeste. Após depoimentos de testemunhas e apresentação dos argumentos da acusação e da defesa, os integrantes do júri, formado por sete cidadãos comuns (cincos homens e duas mulheres) convocados a participarem do tribunal, responderam a quesitos formulados pelo juiz responsável.
Inicialmente perguntados sobre a materialidade (se o caso relatado existiu de fato) e autoria (quem foi o responsável por ele), o júri reconheceu a ligação direta dos policiais, como evidenciado por gravações de câmeras corporais que mostram os momentos dos disparos no quarto da casa.
Em seguida, os integrantes decidiram por maioria pela absolvição. A pergunta, como prevê a lei, é sucinta: o jurado absolve o acusado?
Os jurados, conforme a legislação, não precisam fornecer argumentos ou explicar o teor do voto, sendo necessário somente que respondam objetivamente aos quesitos formulados.







