Três policiais militares vão a júri popular sob acusação de tentativa de homicídio contra um motoboy baleado durante a Operação Escudo, realizada em 2023 na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. A decisão foi tomada pela Justiça de Santos.

Promotores do Ministério Público haviam oferecido denúncia contra os PMs Daniel Pereira Noda, Carlos Vinicius Batista Bruno e Thiago Freitas da Silva pelos ferimentos causados em Evandro Alves da Silva.

A acusação afirma que o motoboy estava desarmado quando os três PMs atiraram contra ele. Imagens das câmeras corporais mostraram que eles tomam a iniciativa no ataque, e que há indícios de que a arma foi colocada na cena pelos próprios policiais.

"Versão apresentada pelos oficiais trazia que a vítima se encontrava armada dentro do imóvel, o que foi desmentido pela análise das câmeras operacionais portáteis que usavam", disse a Promotoria, em nota. "Com ela, ficou provado que o homem não possuía nenhuma arma de fogo no momento da chegada dos policiais."

A Justiça não encontrou motivos para decretar a prisão do trio, e optou por manter Noda, Bruno e Silva em liberdade.