Imagens de câmeras corporais de diferentes policiais mostram novos ângulos da ação que matou Igor Oliveira de Moraes Santos, 24, baleado em um imóvel em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, em 10 de julho do ano passado. Dois PMs acusados de homicídio foram absolvidos em júri popular em 30 de julho deste ano.

Os equipamentos registraram a chegada dos policiais militares ao imóvel, a entrada na residência e o momento em que Igor e outros três homens foram encontrados pelos agentes escondidos atrás de uma cama. As imagens mostram a rendição de todos eles, que obedeceram às ordens dadas pelos policiais militares e ergueram as mãos na altura da cabeça.

Mesmo rendido e com as mãos levantadas, Igor foi baleado duas vezes. Um dos tiros o atingiu no pescoço; o segundo, de uma espingarda calibre 12, transfixou seu corpo. As câmeras utilizadas pelos PMs gravaram os disparos por ângulos diferentes. Após os tiros, eles explicaram a outros policiais a dinâmica do ocorrido.

Os PMs Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima ficaram presos por um ano pelo homicídio de Igor.

Os jurados (cinco homens e duas mulheres) reconheceram os policiais militares como os autores dos disparos que mataram Igor. No entanto, na sequência, votaram pela absolvição dos agentes da acusação de homicídio qualificado.