O magnésio se tornou um dos suplementos mais populares. Os motivos para tomá-lo são variados: dormir melhor, reduzir o estresse, prevenir cãibras, ter mais energia ou evitar deficiências. As redes sociais ampliaram sua popularidade, e muitas pessoas tomam magnésio com a ideia de que é uma solução simples para se sentirem melhor.

O problema é que funções fisiológicas reais costumam ser confundidas com benefícios clínicos da suplementação com magnésio que, em pessoas saudáveis, não estão comprovados. Mas o que a ciência diz sobre o assunto?

Suplementos não compensam dieta inadequada

O magnésio é um mineral essencial. Ele participa de centenas de reações enzimáticas e é necessário para o metabolismo energético, o funcionamento muscular e nervoso, a síntese de proteínas, a manutenção dos ossos e o equilíbrio eletrolítico. Uma ingestão insuficiente pode estar associada a fadiga, fraqueza ou distúrbios neuromusculares.

Mas um a coisa é o magnésio ser essencial, e outra bem diferente é que sua suplementação seja útil para todos. Na nutrição, mais nem sempre significa melhor. Na verdade, o benefício de um suplemento, seja de vitaminas ou minerais, fica claro quando há uma deficiência. Por outro lado, o efeito é muito menos evidente quando as necessidades alimentares já estão sendo atendidas.