Só existe um jeito de não envelhecer e é muito melhor ficar mais velho. Uma das vantagens é poder conhecer 40 países em coberturas internacionais. Os Estados Unidos estão longe, bem longe, de ser o lugar preferido. Viva a América do Sul e a Europa.
Mas há cidades encantadoras aqui. Como Boston, onde a França eliminou Marrocos. Ou São Francisco, que, dizem, piorou muito, com cracolândia e tráfico de drogas bem embaixo da Golden Gate.
Uma canção em homenagem a Nova York, composta por Art Garfunkel, sucesso no histórico show no Central Park da dupla Simon & Garfunkel, diz: "Looking down on Central Park, where they say you should not wander, after dark". Olhando para baixo, para o Central Park, onde dizem que não se deve vagar após o anoitecer. Havia o risco de ser esfaqueado lá, no início dos anos 1980. Melhorou.
Essa capacidade norte-americana de olhar para os defeitos como se até eles fossem perfeitos e devessem ser homenageados é parte do que fez o jornal inglês The Guardian comparar os comentários de Thierry Henry com os de Alexi Lalas, como representação da diferença entre a aristocracia francesa e o típico idiota americano.É também o que faz com que ninguém, nos EUA, ache absurdo a Fifa permitir um estádio em que narradores e torcedores fritem ao sol de 40°C. Nas Copas mais recentes, da Ásia 2002 ao Qatar 2022, todas tiveram exigências gigantescas nas construções de estádios.






