Sim, os EUA são um anfitrião esquisito, que entende tanto de futebol quanto nós de beisebol, e a Fifa uma entidade que se curvou de forma indigna a Donald Trump, MAS a Copa é um sucesso tão grande que esta quarta-feira (8) sem jogo parece triste e desolada como um estádio vazio debaixo de chuva.
O "mas", conjunção adversativa, é um índice de complexidade do pensamento que merece mais atenção. Anda em baixa nossa capacidade de sustentar simultaneamente duas ideias contraditórias, porém razoáveis, cada uma correta a seu modo. Ou seja, ponderar: é isso, mas também é aquilo.
O futebol nos ensina muitas coisas, e entre elas o valor de opor dois adversários –palavra parente de adversativo– no mesmo campo de jogo, submetidos às mesmas regras, e ver a que conclusão eles chegam.
Por maior que seja a disparidade entre os oponentes, o resultado jamais estará dado de antemão por tradição ou riqueza. Estas têm peso, mas a vitória de Davi sobre Golias é um raio que cai com frequência em campos de futebol –e a Copa 2026 tem sido especialmente elétrica.
O "mas", do latim "magis" (mais), desafina os coros algorítmicos, especialistas em chapar tudo –ou é isto ou é aquilo. O futebol valoriza o "mas".








