“O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol…” – Albert Camus

Quando decidi não ir à Copa nos EUA , embora apaixonado por futebol e com vários convites para camarotes, incluindo passagens e hotéis, era na verdade um simples registro contra a prepotência do governo Trump. Completamente irrelevante esta minha atitude, mas uma maneira singela de demonstrar que a decadente nação norte-americana coloca cada vez mais vários valores em xeque. E desde muito cedo as ações arbitrárias e autoritárias do governo Trump colocaram em dúvida se a Copa do Mundo deveria ter sido em solo de um país com um governo sem limites, autoritário.

Foram muitos os abusos contra alguns países, contra seleções, jogadores, juízes, torcedores. Mas a paixão pelo futebol e a quantidade de dinheiro envolvido trataram de passar tudo para um terceiro ou um quarto plano. O que interessava era seguir o jogo.

A interferência da extrema-direita em Copas do Mundo já havia ocorrido com o ditador Benito Mussolini, que, na edição de 1934, realizada na Itália, influenciou a indicação dos juízes e usou a competição como uma ferramenta de propaganda fascista. Tanto interferiram que a Itália sagrou-se campeã.