"O futebol une o mundo", gosta de dizer Gianni Infantino, o presidente da Fifa, de quem ninguém compraria um carro usado. Diga isso ao distinto árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor da África em 2025, deportado do aeroporto de Miami depois de um interrogatório de 11 horas.
A ideia de realizar esta Copa foi plantada em 2009 pelo diplomata mexicano Arturo Sarukhán, oito anos antes de Estados Unidos, México e Canadá apresentarem a proposta de 530 páginas para sediar o campeonato sob o lema "unidade".
Um ano e meio depois de vencida a concorrência da Fifa, Donald Trump tentava convencer seu então secretário de Defesa, em 2020, a bombardear o México usando mísseis para destruir laboratórios de traficantes de drogas e, pasmem, botar a culpa em outro país. O ex-secretário Esper relatou os diálogos em suas memórias.
A sugestão inicial de Sarukhán, que serviu como embaixador em Washington sob a presidência de Barack Obama, era sediar a Copa no México e nos EUA. Obama, que tinha sido eleito em 2008, sugeriu incluir o Canadá para reforçar o tema de unidade continental.
Diferentemente da Copa de 2002, a primeira realizada em mais de um país, quando os governos do Japão e da Coreia do Sul foram cooperativos, a deste ano está se destacando pelas diferenças e sendo percebida como três Copas paralelas.








