Uma breve pausa na onda de calor em Nova York permitiu o cenário ideal para a entrevista coletiva na ensolarada manhã de segunda-feira (8), no Central Park, em Manhattan.

A governadora Kathy Hochul e o prefeito Zohran Mamdani projetavam otimismo ao anunciar que o gramado do parque vai receber 50 mil pessoas numa "watch party", um evento para assistir à final da Copa do Mundo, no dia 19 de julho. Hochul garantiu que Nova York vai ser hospitaleira para mais de 1 milhão de visitantes que espera, a partir desta semana.

O prefeito aproveitou para dar uma espetada nos membros da Fifa presentes e destacou que a entrada vai ser gratuita, ao contrário, lembrou, de tantos eventos esportivos fora do alcance da maioria dos torcedores.

Há meses, no entanto, as expectativas de benefício econômico do campeonato que a maioria dos americanos ignora começaram a murchar. Ninguém mais duvida de que a Fifa, sob o über malandro Gianni Infantino, fez previsões com a sinceridade de quem tenta vender gelo para esquimós.

Quando Estados Unidos, Canadá e México foram designados anfitriões, em junho de 2018, o cenário era outro.