A poucas horas do pontapé inicial do Mundial, o impulso para as viagens e o turismo esperado do maior evento desportivo deste ano ainda não se concretizou.Durante anos, esperava-se que o torneio representasse uma fonte de receitas extraordinárias para o sector de viagens dos Estados Unidos, que agora enfrenta uma queda no número de visitantes internacionais, num contexto que as organizações de direitos humanos descrevem como um clima de medo.As multidões de fãs com que os hotéis contavam ainda não chegaram, obrigando muitos a baixar os preços. As reservas de voos caíram drasticamente à medida que os preços dos bilhetes dispararam.Os bilhetes caros para os jogos têm prejudicado ainda mais a procura, e os analistas do sector afirmam que o entusiasmo tem sido mais moderado em comparação com anteriores Campeonatos do Mundo.Este início fraco sugere que o modelo tradicional de viagens para o Mundial — que normalmente depende da disponibilidade dos adeptos internacionais para percorrerem longas distâncias e gastar avultadas quantias para acompanhar as suas equipas — está a dar sinais de esgotamento.Em vez disso, os custos, os obstáculos relacionados com os vistos e a logística necessária para assistir aos jogos nas 16 cidades-sede de três países revelaram-se um factor dissuasor.