Político foi preso em flagrante por posse ilegal de arma durante operação da Polícia Federal; um fuzil foi encontrado em seu veículo, mas ele nega ser o proprietário. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Márcio Canella tem prisão mantida — Foto: Reprodução vídeo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 23:00 Alexandre de Moraes Libera Márcio Canella e Policial Após Prisão Polêmica O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu liberdade a Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, e ao policial Antônio Gomes. Canella foi preso durante a Operação Unha e Carne por posse ilegal de fuzil em seu veículo, mas nega ser o dono. A operação investiga ligações com organizações criminosas e lavagem de dinheiro. A prisão de Canella impacta sua candidatura, apoiada por Flávio Bolsonaro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União) e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira. Canella havia sido preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na terça-feira pela Polícia Federal. Após passar por audiência de custódia, e ter a prisão ratificada, Canellafoi transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, unidade conhecida como Bangu 8. Segundo a Polícia Federal, um fuzil foi encontrado no veículo do investigado durante o cumprimento da operação. Canella, no entanto, afirmou que a arma não lhe pertencia. PF apreendeu fuzil no carro do Canella — Foto: PF O Presídio Pedrolino Werling de Oliveira já abrigou outros presos de repercussão. Antes de ser transferido para um presídio federal em Brasília, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) também ficou custodiado na unidade. Entenda por que Márcio Canella foi preso pela PF; ex-prefeito é pré-candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro Em mais uma etapa da Operação Unha e Carne, que apura a ligação de agentes públicos com organizações criminosas, a Polícia Federal prendeu, na quarta-feira, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, por porte ilegal de arma de uso restrito. O político foi flagrado com um fuzil na mala do carro. A sexta fase da investigação visa a desarticular uma quadrilha suspeita de usar postos de gasolina para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, também é investigado. A prisão de Canella provocou um novo abalo na montagem do palanque do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio. Apontado pela federação União Brasil-PP como candidato ao Senado com o aval de Flávio, Canella tornou-se o segundo nome da chapa atingido por uma investigação da PF em menos de dois meses. Nos bastidores, dirigentes do PL afirmam que a federação deve recuar da indicação e apresentar um substituto. A avaliação entre aliados do presidenciável é que a permanência de Canella ficou politicamente insustentável. Embora a decisão caiba à federação, interlocutores de Flávio afirmam que insistir na candidatura significaria impor mais um desgaste a uma chapa que já passou por sucessivas mudanças. Movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões A operação de terça-feira teve origem em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta uma movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos pela rede de postos. Inicialmente, Canella era apenas alvo de busca e apreensão. Na casa dele, os agentes federais apreenderam outras armas, munição e relógios de luxo. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 19 endereços na capital e em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, ligados aos investigados. Ao todo, foram apreendidos 11 carros de luxo — entre eles, uma Mercedes-Benz avaliada em R$ 1,5 milhão. Em uma empresa em Niterói, foram encontrados cerca de R$ 800 mil em espécie. Um PM também foi preso por porte de arma na casa de um dos investigados. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens envolvidos, além da suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo. Os valores e os nomes das firmas não foram divulgados pela Polícia Federal. Os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. A Unha e Carne está no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela PF por determinação do Supremo Tribunal Federal dentro da ADPF das Favelas, a ADPF 365.