Ex-prefeito de Belford Roxo foi preso em flagrante após agentes encontrarem um fuzil na mala de seu carro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-prefeito de Berlford Roxo e candidato ao Senado Márcio Canella; e o fuzil apreendido no carro dele — Foto: Ana Paula Jaume / CBN; e divulgação PF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 11:51 Ex-prefeito de Belford Roxo é preso com fuzil em operação da PF Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, foi preso após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu carro durante a Operação Unha e Carne. A operação visa desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro em postos de gasolina. Canella aguarda audiência de custódia, enquanto outros investigados também enfrentam acusações de crimes financeiros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Preso em flagrante por porte ilegal de arma de uso restrito após policiais federais encontrarem um fuzil na mala de seu carro, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, passou a noite de terça-feira no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. A unidade onde o político está à disposição da Justiça é considerada a porta de entrada do sistema penitenciário. Canella deverá passar por uma audiência de custódia nas próximas horas. Na ocasião, a Justiça decidirá se confirma a validade da prisão em flagrante ou se o político responderá pelo fato em liberdade. O pré-candidato deu entrada no José Frederico Marques por volta das 21h de terça-feira, após ser transferido para a unidade por policiais federais. A prisão do ex-prefeito aconteceu durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. A investigação visa desarticular uma quadrilha suspeita de usar postos de gasolina para lavar dinheiro. Canella, o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, o policial civil Pablo Jukiá Felix Ferreira e um ex-PM são investigados na operação e foram alvos de mandados de busca e apreensão. O ex-prefeito de Belford Roxo foi conduzido para prestar depoimento. A operação desta terça-feira teve origem em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta uma movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos pela rede de postos. Inicialmente, Canella era apenas alvo de busca e apreensão. Na casa dele, os agentes federais apreenderam outras armas, munições e relógios de luxo. Armas relógios e dinheiro apreendidos em uma residência de alto padrão em Camboinhas durante a Operação Unha e Carne — Foto: Divulção/PF Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 19 endereços na capital e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, ligados aos investigados. Ao todo, foram apreendidos 11 carros de luxo, entre eles uma Mercedes-Benz avaliada em R$ 1,5 milhão. Em uma empresa em Niterói, foram encontrados cerca de R$ 800 mil em espécie. Um policial militar também foi preso por porte de arma na casa de um dos investigados. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens envolvidos, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo. Os valores e os nomes das empresas não foram divulgados pela Polícia Federal. Os investigados poderão responder por organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. A Operação Unha e Carne está no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal no contexto da ADPF das Favelas, a ADPF 635. Principal alvo da ação de ontem, Canella é filiado ao União Brasil, mesmo partido de Bacellar, preso na primeira fase da Operação Unha e Carne. Ele deixou a Prefeitura de Belford Roxo este ano para concorrer ao Senado, com o apoio de Flávio Bolsonaro. Na disputa pela Prefeitura de Belford Roxo, em 2024, Canella foi flagrado com uma arma de fogo na cintura durante um evento de campanha. O registro foi feito em um vídeo que viralizou nas redes sociais. Seu mandato à frente da Prefeitura de Belford Roxo foi marcado por um discurso voltado à segurança pública. PF apreendeu fuzil no carro do Canella — Foto: PF Já Marcus Amim esteve à frente da Polícia Civil entre 2023 e 2024. Nos bastidores, sua indicação ao cargo é atribuída a Bacellar e Canella. Para que ele pudesse assumir a secretaria, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) precisou alterar uma lei, já que ele não possuía o tempo de carreira exigido. Antes, Amim presidiu o Detran-RJ e levou vários policiais para o órgão. Pablo Jukiá Felix Ferreira, citado nesta fase da Operação Unha e Carne, era um deles. Em setembro de 2024, o então governador Cláudio Castro exonerou Amim por estar, segundo relatos, "descontente" com o trabalho dele à frente da Secretaria de Polícia Civil. Uma semana depois, o delegado já estava na Alerj, onde atuou como chefe da segurança até dezembro do ano passado. Segundo o Jornal Nacional, as investigações apontam que Amim seria proprietário de duas lojas de conveniência em postos de combustíveis.
Unha e Carne: preso com fuzil em operação da PF, Márcio Canella, pré-candidato ao Senado, passa a noite em presídio no Rio
Ex-prefeito de Belford Roxo foi preso em flagrante após agentes encontrarem um fuzil na mala de seu carro














