O ex-prefeito de Belford Roxo, presidente do diretório estadual do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro, Márcio Canella foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na terça-feira 7, por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Agentes da PF encontraram um fuzil .556 no carro do político, enquanto cumpriam um mandado de busca e apreensão na sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada para desarticular uma organização criminosa que usava uma rede de postos de combustíveis como plataforma de lavagem de dinheiro e que, segundo a corporação, contaria com a participação de agentes públicos.

As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Além de Canella, os investigadores realizaram buscas em endereços ligados ao delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Outro alvo foi o ex-PM Juracy Alves Prudêncio, o Jura, citado no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de novembro de 2008, como chefe de um grupo paramilitar que atuava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à PF, o esquema teria movimentado mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos.