Os municípios devem planejar sua adaptação à mudança do clima. A lei federal 14.904, de 27 de junho de 2024, instituiu a obrigatoriedade da realização destes planos do nível municipal ao nacional. Isso inclui a preparação para eventos extremos recorrentes, que cada vez mais têm resultado em desastres. Segundo o IBGE, 87% dos brasileiros vivem em cidades. É nelas, portanto, que a adaptação é mais urgente e deve ser encarada com responsabilidade e assertividade.
É crucial e inadiável entender a relação entre mudança do clima e eventos extremos. É verdade que o clima sempre foi algo variável: frio e calor, umidade e secura do ar, brisas e ventanias são mudanças frequentes, bem como diferenças entre as estações do ano.
Já a mudança global do clima é a subida gradual da temperatura média do planeta, provocado pelo aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, capazes de reter parte da energia luminosa enviada pelo sol. Isso provoca perturbações nesses ciclos. A mudança é por longo prazo porque o dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa, permanece por séculos na atmosfera até ser totalmente absorvido pelos oceanos, florestas, solos e rochas.
O El Niño é um exemplo dessa relação. Ele ocorre periodicamente há milhares de anos, sempre provocando secas, ondas de calor e inundações, em diferentes partes do planeta. O que a Organização Meteorológica da ONU, a NOAA dos Estados Unidos e a Copernicus da União Europeia projetam é que ele será intensificado pelo aquecimento. Alertas têm sido dados para que haja preparação em todos os lugares e setores para reduzir os riscos de perdas econômicas e de vidas humanas.






