A desaceleração da inflação para 0,16% em junho, após marcar 0,58% em maio, mostrou que foi exagerado o barulho criado pelo mercado financeiro após a decisão do Banco Central de cortar os juros na última reunião do Comitê de Política Monetária.
Há menos de um mês, o cenário instalado no mercado era de fim do mundo com a decisão do Copom de continuar afrouxando a taxa Selic em um momento em que os índices inflacionários seguiam subindo para além do teto da meta de inflação.
O BC optou por uma condução mais suave dos juros, olhando de forma antecipada para o cenário inflacionário do primeiro trimestre de 2028, o que causou um tremendo ruído. O dólar e os juros futuros dispararam, e economistas renomados chegaram a defender uma forte subida de 3 pontos percentuais da Selic de uma vez.
O fim do mundo não aconteceu e 90% dos agentes do mercado passaram a projetar que o BC tem que cortar a Selic. Analistas falam agora que os dados da inflação reforçam que o diagnóstico de condução da política monetária pelo BC estava mais consistente do que sugeria parte do mercado.
Os relatórios dos especialistas chamam atenção para a surpresa de baixa da inflação (o mercado projetava 0,31% em junho) disseminada em alimentos, serviços e bens industriais.







