Em 22 telas, Paulo Andrade retrata passagens recentes da política brasileira em tom provocativo. A exposição "Do golpe ao golpe" segue em cartaz no Instituto Alvorada Brasil, em Brasília, até agosto. Visitá-la é ver de perto como o artista refletia sobre fatos como o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e os ataques de 8 de janeiro de 2023.

Declarado antifascista de esquerda e apoiador do PT, todo dia se debruçava na criação, entre desenhos e pinturas. Sempre com cores intensas e traços marcantes ao olhar as questões sociais e políticas.

Em cada fase —foram ao menos sete— trazia uma lógica de produção e motivações diferentes. Consolidou-se como um dos nomes fortes das artes na capital federal, onde escolheu viver e contribuiu para a construção da cena local.

Paulo Tarcísio Campos de Andrade nasceu em Teófilo Otoni (MG), em 1953. Aos 3 anos, ele já desenhava trilhas e caminhões nas paredes de casa. Seguiu para Leopoldina (MG) com a família ainda na primeira década de vida.

Mais velho de seis irmãos, demonstrava criatividade ao brincar. Como gostava de filmes de faroeste, reproduzia com os primos cenas que assistia, criando personagens e cenários. Outra vez, organizaram um bloco de Carnaval e foi ele quem fez os abadás e adereços manualmente. Passou dias pintando.