PUBLICIDADE Evento teve críticas ao PT e peregrinação de candidatos da direita em outubro, a exemplo do próprio governador de São Paulo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Praça do Triunfo', inaugurada na quadra onde se concentrava o fluxo da 'Cracolândia' em São Paulo — Foto: Divulgação/Prefeitura de SP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 19:47 Inauguração da Praça do Triunfo marca revitalização da Cracolândia O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito Ricardo Nunes inauguraram a "Praça do Triunfo" na antiga Cracolândia, destacando políticas de segurança e saúde. O evento criticou o PT e exaltou ações contra o tráfico de drogas. A praça, fruto de parceria público-privada, simboliza a redução do fluxo de dependentes na área, embora existam críticas sobre o manejo da situação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), cedeu palanque para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta quarta-feira (1), ao inaugurar junto com o aliado uma praça no bairro de Santa Ifigênia, no centro da cidade, onde antigamente existiam cenas abertas de uso de drogas. A região era conhecida popularmente como "Cracolândia". Tarcísio é pré-candidato à reeleição e só pode participar de eventos do tipo até a próxima segunda-feira, 4 de julho, pelas regras da Justiça Eleitoral. — Às vezes, eu lamento um pouco porque as pessoas não querem acreditar ou narrar o que aconteceu aqui. A gente está perdendo a oportunidade de fazer um registro que vai ajudar outras cidades que enfrentam problemas semelhantes, pois esse problema não é só nosso. Precisamos combater e enfrentar a chaga do tráfico de drogas — afirmou Tarcísio. O governador participou da inauguração da praça na condição de "parceiro" nas ações de policiamento e assistência social que retiraram dependentes químicos do local, que fica numa quadra entre a Rua dos Protestantes e a General Couto de Magalhães. Batizada de "Praça do Triunfo", a intervenção foi executada pela através de uma parceria público-privada da prefeitura de São Paulo, ao custo de R$ 2,5 milhões, e conta com academia e quadra de esportes. Estava acompanhado do vice da chapa, Felício Ramuth (MDB), de deputados estaduais à procura de um novo mandato, de ex-secretários municipais e do presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado e outro a discursar no evento. O prefeito da capital, que não será candidato este ano, falou abertamente das eleições depois de assinar o decreto que altera a nomenclatura do espaço: — Não vamos deixar a esquerda voltar a governar São Paulo, essa turma tomar conta da cidade para fazer "bolsa crack". Vamos continuar fazendo o trabalho necessário, que é atendimento social e de saúde para as pessoas que, infelizmente, caíram no uso das drogas. E vamos continuar colocando o traficante atrás das grades — declarou Nunes. O termo pejorativo faz referência a uma política implementada por Fernando Haddad (PT), principal adversário de Tarcísio no pleito ao governo do estado, quando ele ainda era prefeito da cidade. O programa "De Braços Abertos" oferecia acomodação em hotéis, refeição e opção de trabalho de zeladoria, com pagamento de R$ 15 por dia, a dependentes químicos, sem que fosse exigido a interrupção do consumo de drogas. A ideia era convencer o usuário a procurar tratamento. Bandeira eleitoral de Tarcísio, o fim da chamada "Cracolândia" tem sido propagado como uma das conquistas "impossíveis" de seu mandato. O governo alega que o fluxo reduziu a partir de políticas de assistência e abertura de vagas na rede de saúde especializada. Frequentadores do local e membros do Ministério Público, por outro lado, citam abordagens truculentas da Guarda Civil Municipal (GCM) e o espalhamento dos usuários para outras regiões da cidade. Ao lado do palco montado na praça, onde dezenas de apoiadores cumprimentaram os políticos, tapumes ainda cobriam o terreno que abrigava o antigo Teatro de Contêiner e um prédio em ruínas, demolido este ano por questões de segurança. O governo promete construir no lugar 97 moradias populares, três unidades comerciais e "espaços públicos de lazer", por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), a partir de novembro. Pouco depois do segundo turno das eleições.