O objetivo da exposição é reposicionar a história da antiga Colônia Juliano Moreira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Visitantes apreciam exposição no Museu Bispo do Rosário — Foto: divulgação/Alex Motta/mBRAC RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 18:22 Exposição no Museu Bispo do Rosário destaca luta antimanicomial e obras inéditas O Museu Bispo do Rosário, no Rio de Janeiro, apresenta a exposição "Atos da apresentação", que revela fotos e documentos inéditos de Arthur Bispo do Rosário, revisitando a história da antiga Colônia Juliano Moreira. A mostra, gratuita e com foco em acessibilidade, destaca a trajetória do artista e a luta antimanicomial. Mudanças curatoriais marcam esta nova fase do museu, que amplia o olhar sobre a arte e a história local. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Museu Bispo do Rosário, na Taquara, apresenta a exposição “Atos da apresentação”. Com entrada gratuita e visitação de terça a sábado, das 9h às 17h, a mostra reúne fotos e documentos inéditos de Arthur Bispo do Rosário e propõe uma releitura da trajetória do artista e da história da antiga Colônia Juliano Moreira. Ao mesmo tempo, a instituição amplia ações de acessibilidade para pessoas com deficiência. Reconhecido como um dos nomes mais importantes da arte brasileira do século XX, Arthur Bispo do Rosário (1909–1989) produziu grande parte de sua obra durante o período em que viveu internado na colônia, antigo complexo psiquiátrico em Jacarepaguá. Utilizando tecidos, fios, objetos cotidianos e materiais reaproveitados, ele construiu mantos, estandartes, bordados e assemblagens que hoje ocupam lugar central na história da arte contemporânea brasileira. Tomando a vida e a produção de Bispo como eixo condutor, a mostra se organiza em seis núcleos conceituais: a trajetória do artista; a figura de Juliano Moreira; as transformações do território; o papel das mulheres na construção desse espaço; a luta antimanicomial; e o eixo “Sonhos que vencem”. Entre os destaques estão documentos históricos, recortes de jornais e fotografias inéditas de Bispo ainda jovem, recém-chegado à colônia, apresentados ao público pela primeira vez. Ferramentas utilizadas pelo artista em seus processos de criação, raramente expostas, também integram o percurso. A nova montagem marca ainda uma mudança no posicionamento curatorial do museu. Objetos ligados aos antigos tratamentos psiquiátricos, como equipamentos de eletroconvulsoterapia, instrumentos de contenção e utensílios associados à prática da lobotomia, deixaram de integrar a exposição permanente. O material segue guardado no acervo e disponível para pesquisa. Segundo Carolina Rodrigues, curadora-geral do museu, a exposição inaugura uma nova etapa para a instituição. — Essa exposição marca uma nova gestão e um novo olhar curatorial para o museu. Entendemos que seria importante que a exposição refletisse esse novo olhar para o acervo do artista e para a história da colônia — diz. Além das obras de Bispo , a exposição incorpora produções de Antônio Bragança e Stella do Patrocínio, artistas que também passaram pela colônia, e trabalhos desenvolvidos pelo Ateliê Gaia, criado na década de 1990 como um ateliê ocupacional terapêutico e que hoje é dedicado à arte, à formação continuada e ao cuidado. Paralelamente à abertura da exposição, o museu implementou intervenções voltadas à acessibilidade física e educativa. Entre as medidas estão a instalação de piso tátil, elaboração de mapas táteis dos três andares do prédio, formação das equipes de mediação e produção de reproduções táteis de obras emblemáticas de Bispo.