Desde sua reinauguração, em 2022, o Museu do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, um dos mais importantes do país, tem uma meta ambiciosa: tornar-se um expoente mundial em acessibilidade e diversidade, permitindo que variados públicos sejam representados por suas obras e, ao mesmo tempo, possam explorar de múltiplas formas seus acervos.
A transformação está em curso, com adoção de medidas que incluem novas formas de exibição de obras a partir de reproduções que podem ser tocadas e entendidas para além da visão e com a apresentação de contrapontos em vídeos de versões oficiais da história.
Outras medidas como adoção de linguagem simples, busca ativa por objetos de camadas sociais ainda não representadas na instalação e abertura de pesquisas científicas voltadas a grupos subrepresentados também estão sendo tomadas.
"O mundo é diverso e todos têm direito à arte, à cultura. Está na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Como posso, sendo uma educadora, sendo uma funcionária pública, contribuir para essa ampliação? Me incomodava ver o 'cantinho', a 'paraexposição'", afirma Denise Peixoto, educadora do museu e a principal voz de defesa da diversidade na instalação.
Ela defende uma acessibilidade curatorial que integre o toque ao discurso central da exposição. Denise propõe que o museu abandone o "visocentrismo" para priorizar a interação e o convívio real com o patrimônio, indo além da audiodescrição, que é a transformação em palavras daquilo que é visto.













