PUBLICIDADE Com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, coletiva 'Coleção Ingá — Brasil plural' tem destaques como painel monumental de Di Cavalcanti, gravuras de Goeldi e representações de paisagens e do cotidiano carioca desde o século XIX 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A mostra coletiva reúne pinturas, esculturas e gravuras que traçam um panorama da identidade nacional. O acervo histórico abrange produções artísticas do século XIX até a década de 1960. A seleção de obras é dividida em seis núcleos temáticos nas galerias do espaço cultural. Os temas abordam questões como fé, paisagem, cotidiano histórico e pertencimento social. Entre as atrações principais está um painel monumental de Di Cavalcanti com três metros de altura. A exposição também destaca xilogravuras raras e esculturas populares brasileiras. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Celebrando seus 25 anos de funcionamento, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), na Cinelândia, no Centro do Rio, abre ao público hoje a mostra coletiva “Coleção Ingá — Brasil plural”, com mais de 200 obras vindas do outro lado da Baía da Guanabara, do acervo do Museu de História e Arte do Rio de Janeiro, mais conhecido como Museu do Ingá, em Niterói. Com um recorte que vai do século XIX até os anos 1960, reunindo pinturas, esculturas, gravuras e objetos, os curadores Marcus Lontra e Rafael Peixoto selecionaram obras de artistas como Di Cavalcanti, Portinari, Tarsila do Amaral, Djanira, Carybé, Iberê Camargo, Taunay, Cícero Dias, Volpi, Goeldi, Burle Marx e Mestre Guarany entre os mais dos dez mil itens do acervo, formado pela antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do Governador Ernani do Amaral Peixoto. Ocupando as galerias do primeiro e do segundo andar do CCJF, a seleção é dividida em seis núcleos, a partir de temas como fé, paisagem, cotidiano na História e questões de pertencimento e identidade nacional. — Já conhecia bem a Coleção Banerj, mas nessa pesquisa em todo o acervo eu e Rafael descobrimos muita coisa interessante, uma grande quantidade de trabalhos de artistas viajantes e um conjunto importante da virada do século XIX para o XX, período de grandes transformações no Rio — conta Lontra. — A coleção completa é bastante grande, e está num bom estado de conservação dentro dos padrões brasileiros. Tem muita coisa a ser explorada ali. Entre os destaques da exposição, estão o painel “Brasil em quatro fases” (1965), de 3m x 8m, encomendada a Di Cavalcanti pelo então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, para o Quarto Centenário do Rio; a série “Embarcações com índios” (1965), de Carybé; representações de São Sebastião assinadas por Guignard (1960), Francisco Brennand (1963-65) e Enrico Bianco (1965); e obras de arte popular, como as carrancas esculpidas por Mestre Guarany e Ana das Carrancas. Em um dos núcleos, “Matriz expandida”, os curadores destacam o acervo gráfico da instituição, com destaque para as xilogravuras de Oswaldo Goeldi (1895–1961) e trabalhos de Anna Letycia Quadros (1929-2018), que criou e coordenou a Oficina de Gravura do Museu do Ingá, entre 1977 e 1998. Veja obras da exposição 'Coleção Ingá — Brasil plural' 1 de 6 'Ciranda', século XX, de Djanira — Foto: Divulgação 2 de 6 'Motivos do Rio de Janeiro' (1965), de Emeric Marcier — Foto: Divulgação X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Painel 'Brasil em quatro fases' (1965), encomendada a Di Cavalcanti — Foto: Divulgação 4 de 6 Um dos paineis do políptico 'Embarcações com Índios', de Carybé — Foto: Divulgação X de 6 Publicidade 5 de 6 'O martírio de São Sebastião' (1960), de Alberto da Veiga Guignard — Foto: Divulgação 6 de 6 'O martírio de São Sebastião' (1960), de Alberto da Veiga Guignard — Foto: Divulgação X de 6 Publicidade Exposição está em cartaz no CCJF — A Oficina de Gravura era uma referência para todos nós nos anos 1980, eu cheguei a participar — recorda Lontra, curador da icônica coletiva “Como vai você, Geração 80?”, realizada em 1984 na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage. — A Anna Letycia tinha uma coisa parecida com o Ivan Serpa, ela era uma artista clássica, mas dava muita liberdade aos alunos. Era uma gravadora clássica, e muita gente ia para aprender a gravura tradicional, ponta seca e tal. Mas, ao mesmo tempo, ali era um espaço totalmente aberto à experimentação.
Rio-Niterói: CCJF celebra 25 anos de atividades com mostra com 200 obras do acervo do Museu do Ingá
Com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, coletiva 'Coleção Ingá — Brasil plural' tem destaques como painel monumental de Di Cavalcanti, gravuras de Goeldi e representações de paisagens e do cotidiano carioca desde o século XIX






