'Eu prefiro ser', no Solar, celebra força libertária e transgressora do cantor que completa 85 anos em agosto com obras de mais de 50 artistas e convida público a 'nova virada contracultural' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Filme 'Homem Ave', de Rafael Saar, é um dos destaques da exposição coletiva 'Eu prefiro ser', no Solar — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 19:18 Exposição no Solar celebra 85 anos de Ney Matogrosso e seu legado cultural A exposição "Eu prefiro ser", no Solar, celebra os 85 anos de Ney Matogrosso, destacando seu impacto cultural além da música. Com curadoria de Bernardo Mosqueira, a mostra reúne obras de mais de 50 artistas, incluindo peças históricas e comissionadas. A exposição busca inspirar uma nova virada contracultural, homenageando a força libertária de Ney, que continua a influenciar artistas contemporâneos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ney Matogrosso já foi enredo de escola de samba e tema de livros e filmes. A partir de sábado, no Solar, seu instinto libertário e transgressor é o fio condutor da exposição “Eu prefiro ser”, que começou a ser pensada há quase dez anos, em 2017, e reúne obras de mais de 50 artistas, entre peças históricas e outras comissionadas. O mote central, tendo como gancho os 85 anos que o artista completa em agosto, é tratar do seu impacto na cultura brasileira para além da música. "Secos e molhados" (1974), de Mirian Inêz da Silva, é um dos destaques de "Eu prefiro ser", no Solar — Foto: Divulgação — A história do Ney se tornou mais conhecida de 2017 para cá. Então, fomos libertados da necessidade e da responsabilidade de ter que contá-la de maneira linear — diz Bernardo Mosqueira, diretor artístico do Solar e um dos curadores da mostra, junto com Matheus Morani e Pablo León de la Barra. Entre os artistas presentes na mostra, estão José Leonilson, Manauara Clandestina, Marcos Chaves, Rafa Bqueer e UÝRA. Dois stills de Keith Haring (1958-1990) pintando o icônico retrato de Ney durante a apresentação no Montreux Jazz Festival, em 1983, foram cedidos pela Fundação Keith Haring (que também guarda a pintura original). Obra "Ney Matogrosso", de Laercio Redondo — Foto: Divulgação/Galeria Flexa Isso sem falar num conjunto de imagens raras de arquivo, com performances e também momentos íntimos de lazer com amigos (“Quando imaginamos o contexto daquele Brasil em plena ditadura militar, percebemos a força e a coragem” daqueles registros, destaca o curador). No processo de pesquisa das obras, um fato chamou a atenção dos curadores. Para além das fotografias e dos tesouros históricos que representam Ney diretamente, eles também encontraram muitos trabalhos que intuíram terem sido influenciados pelo intérprete de “Fala” e “Homem com H”. Quando iam atrás... — Encontramos diversos artistas contemporâneos que descrevem o Ney como uma grande referência. A UÝRA, por exemplo, contou que a primeira vez em que ela subiu em um palco para performar, foi com um medley de músicas dele — compartilha Mosqueira. — Ela me disse: “Devo todo o meu trabalho a ele. Para mim, é muito emocionante participar da exposição. Sinto que estou prestando uma homenagem que era muito devida”. Obra "De unhas negras e íris cor de mel", de Tina Thix — Foto: Divulgação/Acervo pessoal da artista A mostra faz parte de um biênio temático do Solar (2025-2026) dedicado à investigação da liberdade. Tratada por Mosqueira como “a melhor exposição” que eles já fizeram, ela é ao mesmo tempo um agradecimento ao intérprete e um desejo de “amplificar sua força libertária” no mundo de hoje, que segue enfrentando ondas conservadoras: — A exposição é um convite para as pessoas participarem de uma nova virada contracultural. É para perceberem como não devemos aceitar a repressão, seja ela de Estado ou de mídias sociais, que controlam a maneira como podemos existir. Nesse quesito, Ney — que nunca pediu autorização para nada — figura como uma espécie de “exemplo perfeito” de uma pessoa que atravessa mais de cinco décadas com “inteligência visual e capacidade de controle performático” únicas, sempre em prol de ser quem se é. — O Ney Matogrosso nos mostra que nós podemos ser outros, que podemos ser mais do que imaginávamos — conclui. Pôster dos Secos e Molhados — Foto: Divulgação Programe-se: 'Eu prefiro ser' Onde: Solar, Mercado Central (Rua do Senado 48, Centro)Quando: Quarta a sábado, das 10h às 18h (até 17 de outubro)Quanto: GrátisClassificação: Livre
Ney Matogrosso ganha exposição inédita no Rio que celebra seu legado para além da música
'Eu prefiro ser', no Solar, celebra força libertária e transgressora do cantor que completa 85 anos em agosto com obras de mais de 50 artistas e convida público a 'nova virada contracultural'






