Os produtos agropecuários terminaram o primeiro semestre com forte queda no campo, o que ajudou a segurar a taxa de inflação dos alimentos. Dos 12 principais produtos, apenas feijão e a arroba de boi tiveram alta nos primeiros seis meses, em relação a igual período do ano passado.

As quedas foram acentuadas, com destaques para as de café, açúcar, arroz e suíno, produtos negociados com valores 24% inferiores aos de igual período do ano passado. O café robusta lidera a desaceleração de preços, negociado a R$ 1.035 por saca neste ano, 41% a menos do que de janeiro a junho de 2025. Já o café arábica teve recuo de 25%.

Após um período de forte aceleração nos últimos anos, devido à menor oferta de café no mercado mundial, os preços começaram a recuar com a recomposição de produção do Vietnã, maior produtor de café robusta, e do Brasil, líder na oferta de café arábica.

A média de preços deste mês mostra uma nova alta, embora ainda com valores abaixo dos da média mensal do primeiro semestre. O produto reflete a alta de Nova York e de Londres, devido à maior participação dos fundos financeiros nas negociações. Segundo a Datagro, é um movimento técnico e não reflete o fundamento de oferta.

O arroz tem queda de 29% na comparação dos preços médios deste primeiro semestre com os de igual período de 2025. A oferta interna do cereal é boa, e as exportações não fluem como nos anos anteriores. O mercado mundial tem estoques maiores, os preços desaceleraram e o produto brasileiro perde competitividade em relação a outros exportadores.