Com forte alta do petróleo desde ontem, tendência é que alíquota de 12% seja mantida por mais tempo, mas se barril cair para perto de US$ 70, taxação pode ser menor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navio transita pelo Estreito de Ormuz — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 15:38 Brasil pode manter imposto de exportação de petróleo após MP 1340 O governo brasileiro deve manter o imposto de exportação sobre petróleo, mesmo com o fim da Medida Provisória 1340. A alíquota de 12% foi introduzida para fortalecer a oferta interna e arrecadação em um cenário de desoneração. Com a recente alta do petróleo, a tendência é a manutenção da taxa, podendo ser ajustada caso o preço do barril caia para US$ 70. A decisão será do Comitê Executivo da Camex, liderado pelo MDIC. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo deve manter por mais tempo o imposto de exportação do petróleo, mesmo com a Medida Provisória 1340 perdendo a validade amanhã. A taxação de 12% para as vendas do produto ao exterior foi criada em março com dois objetivos: favorecer a oferta do produto no mercado interno e reforçar a arrecadação em um contexto de desoneração e subvenção dos combustíveis. A continuidade do tributo deve ser feita por meio de decisão do Comitê Executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), o Gecex. A avaliação do governo é que não há necessidade de nova lei para esse imposto regulatório e, por isso, a ideia é fazer como medida do órgão que congrega diversas pastas, mas que é liderado pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A tendência no momento é manter a alíquota de 12%, especialmente por conta da forte alta do petróleo desde ontem, derivada da retomada do conflito dos Estados Unidos com o Irã e as declarações do presidente Donald Trump. A lógica do governo é que se o mercado de petróleo se estabilizar com cotações mais próximas de US$ 70, a alíquota pode ser reduzida. Acima de US$ 80, a tese é de manutenção do atual patamar por mais algum tempo, a despeito das queixas do setor petrolífero, especialmente das empresas privadas. A decisão do governo de taxar o produto desde março pegou o setor de surpresa. Depois da experiência de tributação no primeiro ano do governo Lula em 9,2%, alvo de críticas pesadas e que durou quatro meses, a equipe econômica havia sinalizado ao setor que não acionaria mais esse expediente. Mas com a rápida e intensa deterioração do cenário externo em 2026 por conta da guerra, com risco inclusive de desabastecimento interno, o governo reviu sua posição e não só lançou mão do expediente de novo, como foi mais agressivo na definição da alíquota. Em termos anualizados, a expectativa de arrecadação com esse imposto era de R$ 15 bilhões.
Imposto de exportação sobre petróleo deve permanecer por mais tempo, mesmo com fim de MP
Com forte alta do petróleo desde ontem, tendência é que alíquota de 12% seja mantida por mais tempo, mas se barril cair para perto de US$ 70, taxação pode ser menor












