Presidenciável tentou se antecipar a mais um revés e se posicionou diante de autoridades americanas contra o eventual tarifaço de 25% a produtos brasileiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 22:38 Flávio Bolsonaro Defende Brasil nos EUA; Lula Critica Atitude Eleitoreira Em meio a desgastes na pré-campanha presidencial, Flávio Bolsonaro defendeu empresas brasileiras em audiência nos EUA, contra um possível tarifaço de 25% a produtos brasileiros. No entanto, o governo Lula criticou sua postura, classificando-a como eleitoreira e traição à pátria. A pesquisa Genial/Quaest apontou que 47% dos eleitores veem Lula como melhor defensor dos interesses nacionais. Flávio buscou negociar e evitar as tarifas, destacando o contexto político brasileiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em um momento de desgaste e crise da pré-campanha do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou na terça-feira se antecipar a mais um revés e se posicionou diante de autoridades americanas contra o eventual tarifaço de 25% a produtos brasileiros. A uma semana da decisão definitiva do governo Donald Trump, Flávio participou de uma audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, onde tratou o “momento” eleitoral como o “pior possível” para a implementação da política. Após o parlamentar tratar o governo brasileiro como o responsável por provocar a retaliação comercial, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu na terça-feira e classificou a postura do adversário como “eleitoreira”. O Palácio do Planalto também considerou os trabalhos do órgão comercial americano como uma “investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”. Com dificuldades para definir palanques em dez estados, Flávio também vem colhendo críticas do seu campo político após a briga pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No momento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tenta diminuir a resistência do eleitorado em relação à sua plataforma para a política externa. Pesquisa desfavorável Pesquisa Genial/Quaest realizada entre 5 e 8 de junho mostra que esse tema é um dos pontos fracos da sua pré-campanha. À pergunta sobre quem melhor representa hoje o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil, 47% dos entrevistados mencionaram Lula, enquanto 37% citaram Flávio. Já 10% responderam nenhum dos dois e 6% não sabem ou não responderam. No mesmo levantamento, 47% dos eleitores concordavam com a frase de Lula dizendo que Trump impôs o tarifaço a pedido de Flávio, que esteve na Casa Branca com o presidente americano no dia 26 de maio. Outros 35% afirmaram que o senador buscava evitar a sobretaxa. Na terça-feira, o Planalto voltou ao mesmo argumento e afirmou que Flávio atua contra o Brasil, pois “convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à pátria”. “Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz a nota. A audiência da qual Flávio participou integra a etapa final da investigação comercial por supostas práticas desleais aberta com base na legislação americana. Além do Pix, o procedimento avalia políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, tarifas preferenciais, combate à corrupção e desmatamento ilegal. As manifestações apresentadas durante dois dias de audiência servirão de subsídio para a recomendação técnica que será encaminhada ao governo americano antes da decisão definitiva sobre a aplicação ou não das tarifas, prevista para 15 de julho. Em nota publicada após a apresentação de cerca de cinco minutos, o senador defendeu uma negociação entre os dois países para encerrar o impasse comercial. Flávio chegou pouco antes das 11h e começou a se manifestar às 11h45m, em inglês. — Em apenas 90 dias, o cenário político do país poderá ser completamente diferente. Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter, premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências, seria o pior momento possível para agir — afirmou Flávio na audiência, segundo a nota enviada por sua assessoria. A avaliação na pré-campanha do PL era que Flávio precisava deixar os Estados Unidos com uma imagem de quem havia viajado para defender empresas brasileiras e tentar impedir o tarifaço. Quando recebeu a palavra, Flávio abriu a programação de terça-feira como o primeiro expositor do oitavo painel da audiência. Ao lado do senador estavam o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevêdo e representantes da Confederação Nacional da Indústria, da Abicalçados, além de outras entidades. Cada participante teve cinco minutos para resumir a manifestação escrita encaminhada ao USTR. Flávio defendeu o Pix, mas procurou convencer os representantes americanos de que a investigação comercial não deveria ser analisada apenas sob a ótica econômica. Ao longo da fala, apresentou sua leitura sobre o cenário político e institucional brasileiro para explicar, na sua avaliação, as razões que levaram à abertura do procedimento pelos Estados Unidos. Citação ao Master Segundo relatos de pessoas que acompanharam a audiência, o senador afirmou que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) têm produzido impactos sobre a política e a economia brasileiras e voltou a dizer que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é vítima de uma “caça às bruxas” conduzida pelo Judiciário. Também sustentou que medidas relacionadas à moderação de conteúdo nas plataformas digitais decorreram de decisões judiciais e de atos do Poder Executivo, e não de leis aprovadas pelo Congresso. De acordo com interlocutores, Flávio citou o mensalão, a Operação Lava-Jato e a condenação e posterior anulação de sentenças contra Lula. Fez referência às fraudes no INSS e mencionou o Banco Master e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Sem citar o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, argumentou que casos de corrupção possuem responsáveis identificáveis e não deveriam justificar uma retaliação comercial. Após a sustentação, o Planalto aproveitou para citar a ligação do senador com Vorcaro: “Ao citar o caso Master, maior esquema de corrupção da história do país, omitiu sua origem vinculada ao governo de Jair Bolsonaro. Também esqueceu de mencionar seus próprios vínculos com Daniel Vorcaro, para quem pediu mais de 130 milhões de reais para, segundo ele alega, produzir um filme sobre o seu pai”.
Defesa do Pix, momento político e corrupção: os temas citados por Flávio nos EUA para conter danos à campanha
Presidenciável tentou se antecipar a mais um revés e se posicionou diante de autoridades americanas contra o eventual tarifaço de 25% a produtos brasileiro













