Tanto a palavra inglesa "prediction" (predição) quanto o termo latino que lhe deu origem significam "dizer antes". A palavra portuguesa "previsão" é ainda mais vívida: significa "ver antes".

Quando a rainha Elizabeth 2ª visitou a Escola de Economia de Londres, após a crise de 2008, repreendeu os economistas: "Por que vocês não ‘previram’?". Ela imaginava a crise como uma colisão de carros. Se você conhece a posição e a velocidade dos carros, pode prever a colisão. Carros autônomos fazem isso.

Para conduzir o carro, você precisa de equações como y = 10 + 0,5x. Se você sabe que x é, digamos, 4, pode calcular y como 12. É uma entrada ("input") que prevê uma saída ("output"). Os computadores funcionam assim —são as "máquinas de Turing". Até a inteligência artificial não passa de uma máquina de entrada e saída. Mas há problemas.

Se a equação estiver errada, a previsão também estará. A colisão acontece. Não é questão banal.

Cientistas físicos e sociais buscam uma equação que esteja pelo menos aproximadamente correta.