5 pontos para entender a crise dos CorreiosComo a estatal, que era lucrativa, agora precisa de um socorro de R$ 20 bilhões para fechar as contas. Crédito: Gustavo CôrtesGerando resumoO Banco do Brasil firmou um novo contrato com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para a prestação de serviços postais em todo o País. A operação pode alcançar até R$ 2,3 bilhões ao longo de cinco anos. O acordo, formalizado em 26 de junho, entrou em vigor em 2 de julho.No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,158 bilhões, um aumento de 83% em relação ao saldo negativo de R$ 1,725 bilhão registrado no mesmo período de 2025. Desde 2022 os Correios vêm fechando os seus balanços no vermelho. Recentemente, a estatal buscou um empréstimo de R$ 12 bi em um consórcio de bancos, com garantia da União Foto: André Dusek/EstadãoEm 2025, prejuízo foi recorde, de R$ 8,5 bilhões, o que levou a companhia a buscar um empréstimo de R$ 12 bilhões em um consórcio de bancos, com garantia da União, para tentar implementar um plano de reestruturação e sair da crise.PublicidadeO que diz o BB sobre a contrataçãoPUBLICIDADESegundo o banco, a contratação direta dos Correios decorre da inviabilidade de competição, uma vez que 97,84% dos serviços contratados estão sujeitos ao monopólio postal previsto em lei. Para os demais serviços, a instituição afirma que não existem prestadores com cobertura nacional e capacidade operacional equivalentes para atender suas unidades, especialmente em localidades remotas.Leia tambémCelso Ming: Lula critica privatizações, enquanto uma estatal com quase 80 mil funcionários ruma à irrelevânciaPrejuízo dos Correios chega a R$ 3,16 bilhões no 1º tri, aumento de 83% sobre mesmo período de 2025Coluna do Broadcast: Correios obtêm R$ 387 milhões com liquidação de terrenos e prédios históricosO BB informou ainda que a decisão foi tomada de forma independente, sem participação dos Correios no processo decisório ou na negociação do contrato. Também destacou que realizou análises técnicas e jurídicas para assegurar a adequação da operação e ressaltou que o contrato segue um modelo de adesão aplicado igualmente a todos os clientes da estatal, sem tratamento diferenciado. Publicidade
Banco do Brasil firma contrato de até R$ 2,3 bilhões com os Correios por cinco anos
A contratação direta da estatal em crise decorre, segundo o BB, da inviabilidade de competição, pois 97,84% dos serviços estão sujeitos ao monopólio postal previsto em lei











