Segundo banco, decisão foi tomada de forma independente e não houve tomada de preços com terceiros em razão da inviabilidade de competição, uma vez que maior parte dos serviços está sujeita ao monopólio postal O Banco do Brasil informou que fechou um contrato de R$ 2,307 bilhões com os Correios, para a prestação, por cinco anos, de serviços postais convencionais, especiais e telemáticos, em âmbito nacional e internacional. Segundo o banco, a decisão foi tomada de forma independente, observando os normativos internos e as alçadas competentes. O BB diz ainda que não foi realizado procedimento de tomada de preços com terceiros em razão da inviabilidade de competição, uma vez que a maior parte dos serviços demandados está sujeita ao monopólio postal exercido pelos Correios, representando aproximadamente 97,84% das despesas com postagens do banco. “Além disso, para os serviços não abrangidos pelo monopólio, nas localidades remotas e de difícil acesso, na prática, não existem prestadores com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional equivalentes às da ECT-Correios. Adicionalmente, os preços praticados pela ECT-Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou por política comercial padronizada, sem possibilidade de negociação individualizada”, explica o banco. A instituição financeira ressalta ainda que adotou procedimentos para garantir a adequação da operação, incluindo análise técnica, avaliação jurídica e formalização contratual. “Ressalta-se que o contrato é de adesão e aplicado igualmente a todos os clientes, de modo que o Banco do Brasil se submete às mesmas condições, sem tratamento diferenciado.” Os Correios tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões no fim do ano passado, com um consórcio de cinco bancos, que inclui BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander. Conforme o Valor mostrou em maio, a estatal negocia um novo crédito, desta vez de cerca de R$ 7 bilhões. — Foto: Divulgação